Por que diabos um blog sobre comida e viagem agora só fala de papo mulherzinha e música, muita música? Porque não basta ter sabor, aroma e textura atraentes. Tem que dar vontade de repetir, de voltar no mesmo bar de novo, de novo e de novo. Mesmo que aquele drink nem esteja mais no cardápio.
A vontade de embriagar-se tem que ser maior que a racionalidade necessária para entender de vez que a vida anda, as estações mudam e que, talvez, esse drink dê uma ressaca das brabas.
E se, além de tudo isso, a música que estiver tocando no bar for essa aqui?
Bom, nesse caso, eu seria obrigada a checar se tem água na geladeira e aspirina na gaveta de remédios lá de casa.
É impressionante como um simples convite, sincero e direto - quer ir nessa festa comigo? - soa tão maduro e interessante em tempos de débil mentalismo masculino.
Nem tão poucos são meus dias de análise interna, daquelas silenciosas e sem o indivíduo na minha frente, com bloquinho na mão e me observando atentamente. Nem tão passageira é minha observação em mim mesma, imprecisa, duvidosa e fugitiva. Nem tão leve é o peso sustentando o medo - de mudar? Nem tão certa é a minha resposta.